O panorama da joalharia nacional por Miguel Cunha

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Miguel Cunha nasceu em Lisboa no primeiro dia de setembro de 1963. Sem nunca pensar em ser advogado, formou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, com especialização em Jurídicas e Económicas a partir do quarto ano. Começou como gerente da Ourivesaria Portugal aos 24 anos, com “muita inexperiência mas cheio de vontade”, onde ainda se mantém até hoje.

JoiaPro: Como classifica o panorama da joalharia nacional?

Miguel Cunha: Indo um pouco atrás e sendo coerente: o consumidor final é muito exigente. Todas as marcas estrangeiras que cá chegaram e que trabalham bem têm tido sucesso, mas a joalharia nacional deu uma grande volta, em que cada vez mais só se vende o que é bom, quer em termos de marca, quer de produtos. O que tem qualidade, um bom serviço de pós-venda, vende-se quer com turismo ou sem turismo. O que não tem qualidade, com mau preço e serviço pós-venda, é a explicação para tantas marcas e lojas não terem vingado.

Há uns anos a relação de fidelização tinha mais a ver com o estabelecimento. Hoje o cliente é mais fiel à marca, tem mais conhecimento do que procura. Facilita por um lado, mas implica uma enorme exigência em todo este processo. O que é bom vende-se sempre. O que não for, passa por momentos difíceis. O mercado de Basel, como excelente indicador para todos nós, teve uma transformação brutal nesta perspetiva, quantitativa e qualitativa, na redução de expositores e marcas apostando mais na qualidade. Esse é o caminho.

Conheça a entrevista completa na edição de junho da JoiaPro.

5 de Junho, 2018
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