“A resiliência e o positivismo são a base do sucesso” 

Imagem da notícia: “A resiliência e o positivismo são a base do sucesso” 

Nuno Rocha é um exemplo de resiliência e paixão no setor da ourivesaria em Portugal. Com uma carreira que atravessa três décadas, fundou recentemente a Target Tools, uma empresa que combina tradição e inovação para responder às necessidades do mercado. Apesar dos desafios económicos e tecnológicos, Nuno mantém uma visão clara sobre o futuro da ourivesaria, valorizando tanto a tradição como a modernização do setor. Nesta entrevista, partilha a sua experiência, os desafios enfrentados e a importância de manter uma postura positiva e resiliente para garantir o sucesso e a evolução da indústria. 

Nuno, como é que começou a sua “aventura” no setor da ourivesaria? 

Comecei o meu primeiro trabalho numa empresa generalista de máquinas e ferramentas. Após cerca de três anos, essa empresa foi absorvida por um projeto chamado Bento & Morones, uma sociedade entre um português e um espanhol com muitas referências no mercado nacional, tendo sido responsável pela Maquinouro desde a sua origem. Trabalhei cerca de nove anos nesta empresa, onde descobri a minha paixão pelo setor, que me tem alimentado durante 30 anos. Depois, por motivos internos, houve uma separação e o senhor Morones convidou-me para integrar uma outra empresa. Na fase inicial da Bento & Morones, percebi a paixão que tenho por este setor, o que me levou a querer aprender, saber e informar bem os clientes. Isso tem sido a base da imagem que construí ao longo de três décadas: sou uma pessoa que dá respostas e que se diferencia no nosso pequeno grémio, a ourivesaria. Seguiram-se oito anos na Maferm até 2011.

Nesse ano, decidi sair e montar a Balantek e trabalhei neste projeto durante 12 anos e meio, até que, por iniciativa minha, decidi abandonar. Não ficando com a empresa, que eu gerei e alimentei durante anos, optei por começar tudo de novo, fundando em 2023 a Target Tools. Hoje, com uma equipa de cinco pessoas num espaço pequeno, mas com projetos de futuro, continuamos a dar o nosso melhor e a trabalhar com parceiros que me acompanham desde o início da minha carreira, o que me é muito gratificante.

Que necessidade identificou no mercado que levou à criação da Target Tools? 

A necessidade principal foi pessoal: preciso de trabalhar para viver. Não sou abastado nem ambiciono ser rico, mas quero dar conforto à minha família e colaboradores, sempre com foco na realidade. Além disso, tenho a convicção de que nada que eu provoque me pode tirar a paixão que tenho por este trabalho. Passei na vida momentos difíceis, mas nada me impediu de tentar outra vez. Pois tenho provas de que na vida conseguimos colher o que plantamos. Valorizo muito a imagem que deixo aos clientes, sou frontal e assumo os meus erros para poder crescer e ensinar essa postura à equipa. A Target Tools nasceu da vontade de recomeçar, mesmo depois de 13 anos de vida num projeto anterior. Felizmente, a Target Tools já tem uma solidez e um fluxo comercial importante, semelhante ao que levei mais de uma década a construir anteriormente. 

Tenho motivações claras: uma das maiores satisfações é poder responder às questões técnicas dos clientes, muitas das quais só nos colocam a nós devido ao nosso conhecimento acumulado. Ao longo dos anos, acumulei cerca de 300 fornecedores em todo o mundo, assim como contactos internacionais com empresas da área, o que nos permite sempre encontrar soluções para qualquer desafio que surja. 

Leia a entrevista completa na JoiaPro 104.

23 de Junho, 2026
Entrevistas

Notícias relacionadas

Cláudio Passos, “o mágico da Baixa”

Vencedor de vários concursos a nível nacional e internacional, Cláudio Passos tem uma carreira prestigiada na ourivesaria portuguesa. Em 2023, criou de raiz uma peça de arte sacra, intitulada “Terço Santíssima Trindade”, para oferecer ao Papa Francisco. Com 76 anos, assume à JoiaPro que a obra foi o resultado de ter fintado a morte em duas ocasiões.  

Ler mais 17 de Junho, 2026
Entrevistas

Personalização e escala: o desafio da Líder Sacos

Da joalharia à alta costura, a Líder Sacos tem apostado na personalização como marca distintiva. Laura Adrego, sócia e responsável pela gestão, explica como a empresa alia produção em escala, inovação e sustentabilidade sem perder o cuidado ao detalhe.

Ler mais 11 de Maio, 2026
Entrevistas