Cláudio Passos, “o mágico da Baixa”

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Vencedor de vários concursos a nível nacional e internacional, Cláudio Passos tem uma carreira prestigiada na ourivesaria portuguesa. Em 2023, criou de raiz uma peça de arte sacra, intitulada “Terço Santíssima Trindade”, para oferecer ao Papa Francisco antes da sua visita a Portugal, durante as Jornadas Mundiais da Juventude. Com 76 anos, assume à JoiaPro que a obra foi o resultado de ter fintado a morte em duas ocasiões.  

Porquê a alcunha “mágico da Baixa”?  

Por causa de uma obra que criei para o concurso J&B em 1992, uma série de sete peças. São triângulos que giram para a esquerda e para a direita, formando um círculo – é onde se faz a magia. As pessoas olhavam para aquilo e ficavam boquiabertas, diziam que aquilo era o Cocas. Nem eu sei ao certo quantas figuras diferentes resultam dali. A partir daí ficou o nome: o mágico da Baixa. 

Foi o principal prémio que recebeu na sua carreira? 

Não, tive vários ao longo dos anos, alguns internacionais. Cheguei a representar Portugal na Suíça. As coroas do concurso Miss Portugal, por exemplo, foram todas criadas por mim. Tenho uma característica que é rara nesta profissão: muitas vezes nem chego a desenhar, vou diretamente para a peça. E quase tudo o que faço tem movimento, existe uma ligação entre quem cria e quem depois usa a peça. Na ourivesaria há muito quem copie. Eu não.

Então vamos voltar atrás. O Mestre Passos começou com 11 anos nesta profissão. A paixão pela ourivesaria surgiu desde aí? 

Foi por uma casualidade. O meu primo era aprendiz, andava aos recados, e disse ao meu pai que eu tinha talento. Eu estava numa retrosaria… saía da escola e ia logo para lá, para não andar na rua. A partir dos 14 anos, a associação tinha um convénio com a Escola António Arroio e foi a partir daí que tive a sorte de apanhar um mestre excecional: o Mestre Guilherme Marques. Fiz imensas peças nessa altura, cheguei a fazer 60. 

Leia a entrevista completa na mais recente edição da JoiaPro.

17 de Junho, 2026
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