“Diamantes” produzidos em laboratório conquistam espaço no mercado europeu
Durante gerações, os diamantes foram reservados para os momentos mais importantes da vida: noivados, aniversários e presentes que marcam etapas importantes. Hoje, essas regras estão a mudar. Enquanto os “diamantes” produzidos em laboratório se tornam mais comuns, os consumidores estão a encarar as joias com diamantes de forma diferente – dando prioridade ao design, ao tamanho e à facilidade de uso, a par da tradição.
Esta mudança já é visível na Catawiki, um dos principais marketplaces de objetos especiais. Desde o lançamento da categoria de “diamantes produzidos em laboratório”, em 2024, as vendas cresceram mais de 5 500% e as pesquisas por “diamantes produzidos em laboratório” aumentaram mais de 500%, o que evidencia a crescente curiosidade e procura dos consumidores por esta categoria
Depois de terem revolucionado o mercado nos EUA e no Reino Unido, os “diamantes” produzidos em laboratório estão agora a ganhar terreno em toda a Europa. Os dados da Catawiki refletem essa mudança, com o número de “diamantes” produzidos em laboratório vendidos a nível global a mais do que triplicar (+230%) nos primeiros meses deste ano, enquanto as vendas atingem agora dezenas de milhões anualmente. Prevê-se ainda que o mercado europeu ultrapasse os 10 mil milhões de dólares em 2026 e cresça mais de 12% ao ano.
O mesmo crescimento tem sido verificado no mercado português, onde os compradores adquiriram quase o triplo de peças com “diamantes” produzidos em laboratório no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025 (+185%). O maior destaque foi o mês de junho, em que os compradores portugueses adquiriram mais do dobro (+135%) de joias com “diamantes” de laboratório em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Esta é a percentagem mais elevada nos principais mercados da Catawiki.
Os dados da Catawiki revelam ainda onde este crescimento está a ocorrer, com a Alemanha a figurar como o maior país entre os compradores, seguida pela França, Itália e Espanha. Nestas regiões, uma nova geração de compradores europeus está a descobrir que não precisa de fazer grandes esforços financeiros para possuir algo excecional.
Essa evolução faz parte de uma mudança mais ampla nos hábitos de consumo de luxo. Normalmente disponíveis por uma fração do custo dos diamantes naturais, as pedras produzidas em laboratório estão a tornar peças maiores e de maior qualidade, acessíveis a compradores que, anteriormente, talvez tivessem de fazer escolhas em termos de tamanho, lapidação ou clareza. Esta categoria insere-se perfeitamente na ascensão do “luxo acessível”, um movimento de consumo em crescimento, centrado em produtos que parecem genuinamente almejáveis sem serem inatingíveis.
3 de Agosto, 2026
Atualidade