“É uma mais-valia para o produto”

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Helena Felgas, que terminou recentemente o seu mandato como diretora da Imprensa Nacional – Casa da Moeda, contou-nos qual o papel das contrastarias.

“As contrastarias existem para garantir ao consumidor final que o produto que compra tem qualidade. As marcas que colocamos indicam o tipo de metal, o toque do mesmo e qual o industrial/armazenista/importador que foi responsável por colocar o produto no mercado. A contrastaria dá credibilidade às peças de metal precioso. É uma mais valia para o produto. Além disso, fomenta a lealdade nas relações comerciais entre os operadores do setor, já que não permite que uma peça de ouro de toque 375 seja vendida como se fosse de toque 800. É que o consumidor final da peça de ourivesaria nem sempre sabe distinguir o toque da mesma. Se o mercado não estivesse devidamente regulado e não fosse obrigatória a marcação, o vendedor de uma peça de ouro com toque 350, que a estivesse a vender como se fosse de toque de 800, não só aldrabava o seu cliente mas, também, todos os vendedores do setor de ourivesaria que, sendo honestos, não vendessem gato por lebre. O vendedor honesto estaria sempre a ganhar menos do que o desonesto. É que o custo do ouro com toque 375 não é o mesmo do ouro com toque de 800, como todos sabemos. Não é justo que o crime compense e acima de tudo o consumidor deve ser protegido nas suas compras”.

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7 de Setembro, 2015
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