“O papel dos avaliadores deve ser valorizado”

JóiaPro · Em que consiste exactamente o seu papel enquanto avaliadora oficial da Casa da Moeda?

Marília Ferreira · Assegurar um serviço permanente de consultoria e de avaliação de bens nas áreas da ourivesaria e joalharia, na comarca de Gondomar. Antes de passar à avaliação propriamente dita, é preciso saber se se trata de uma avaliação para efeitos de partilha, de seguro ou de venda.

JP · E como se desenvolve todo o processo de avaliação?

MF · A partir do momento que nos chega uma peça, o primeiro passo é averiguar a marca. Depois, analisamos a quantidade e a qualidade das pedras existentes na jóia e, de seguida, fazemos uma avaliação global da peça, incluindo todos os factores externos, como antiguidade, estado “físico”, entre outros.

JP · Quais considera serem os principais problemas desta actividade?

MF · A multiplicidade de casas de compra e venda de ouro que existem no mercado. A maior parte dos profissionais destes espaços não possui conhecimentos históricos sobre as peças, vive para fins lucrativos, não oferecendo aos clientes o valor justo da peça. É urgente sensibilizar as pessoas para a necessidade de procurarem um avaliador ou uma outra segunda opinião mais válida. O papel dos avaliadores em Portugal deve ser valorizado, pois somos nós que possuímos as ferramentas gemológicas e os conhecimentos essenciais à correcta e justa avaliação de uma jóia.

 

Entrevista na íntegra na JóiaPro 40

22 de Julho, 2011
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