Ouro volta a brilhar? Finogold diz que sim
Num contexto marcado pela instabilidade geopolítica, pela inflação persistente e pela incerteza económica global, o ouro tem reconquistado o seu histórico estatuto de ativo de preservação de valor. Em Portugal, essa tendência não é exceção. Madalena Bravo, responsável pela Finogold, traça um retrato do momento que o mercado nacional atravessa, das razões que levam cada vez mais portugueses a olhar para o metal precioso como forma de proteger o seu património e dos desafios que se colocam a quem opera neste setor.
Segundo Madalena Bravo, o crescimento da procura por ouro em Portugal tem sido consistente e transversal. “Temos assistido a um crescimento consistente da procura por ouro, tanto por parte de investidores experientes como de clientes que procuram diversificar as suas poupanças”. Esta tendência não surge isolada. A conjuntura internacional, marcada por tensões geopolíticas, pressão inflacionista e uma economia global que continua a dar sinais de fragilidade, tem reforçado o argumento a favor do ouro como reserva de valor. Mas há também um fator interno que Madalena Bravo destaca: a evolução da literacia financeira dos portugueses. Os consumidores nacionais, diz, procuram cada vez mais “soluções de investimento mais seguras e estáveis”, um sinal de maturidade crescente no relacionamento dos portugueses com a gestão das suas poupanças.
Apesar do estatuto de ativo de refúgio, o ouro não está imune às oscilações dos mercados. A volatilidade, reconhece Madalena Bravo, é inerente a este tipo de investimento e exige uma resposta estruturada por parte de quem trabalha diretamente com o setor. “A volatilidade faz parte da natureza deste mercado, pelo que a sua gestão exige acompanhamento permanente das cotações internacionais, processos rigorosos e uma estratégia bem definida”. Na Finogold, essa gestão assenta em três pilares: transparência na formação dos preços, atualização constante das cotações e uma política prudente de gestão de risco. O objetivo, segundo a responsável, é claro: “Oferecer aos clientes condições competitivas e informação clara para decisões conscientes”, permitindo que cada investidor tome decisões informadas, sem surpresas nem opacidade nos processos.
Um novo perfil de investidor
Se durante muito tempo o investimento em ouro esteve associado a um perfil de cliente mais tradicional, a realidade tem vindo a mudar. Madalena Bravo nota uma transformação clara no tipo de cliente que hoje procura a Finogold: “Atualmente encontramos clientes mais informados, que acompanham a evolução dos mercados e valorizam o aconselhamento especializado”. Mais surpreendente, talvez, é o crescente interesse de um público mais jovem, tradicionalmente associado a outras formas de investimento. Este público, explica a responsável, “vê o ouro como uma componente de diversificação do património”, integrando-o numa estratégia de investimento mais ampla e menos dependente de um único tipo de ativo. Este dado reforça a ideia de que o ouro deixou de ser visto apenas como um investimento “de última geração” ou reservado a perfis mais conservadores, passando a fazer parte de carteiras diversificadas e multigeracionais.
Leia a reportagem completa na JoiaPro 105.
26 de Outubro, 2026
Entrevistas