“A digitalização deixou de ser uma opção”  

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Ao longo dos anos, a Datalíder tem acompanhado de perto a evolução tecnológica do setor da ourivesaria, com soluções adaptadas às necessidades específicas das empresas. Numa altura em que a digitalização ganha um novo ritmo, falámos com Rui Castro, o responsável pela empresa, para perceber os desafios atuais e as tendências que vão marcar o futuro. 

Nos últimos anos, a digitalização tornou-se praticamente obrigatória. Sente que o setor da ourivesaria já ultrapassou essa fase de adaptação ou ainda existe resistência à mudança? 

Uma árvore para dar bons frutos tem de ser podada, embora possa parecer doloroso para a árvore. O setor de ourivesaria é maioritariamente composto por micro e pequenas empresas, onde a resistência é forte à modernização. Felizmente, existem empresas que apostam fortemente na sua modernização, que obrigatoriamente tem de passar pela digitalização, não se limitando apenas aos serviços administrativos, visando também a sua expansão de negócios no mercado nacional, como nos mercados externos. Torna-se claro que só a digitalização possibilita que as portas se abram de uma maneira mais fácil e consistente, permitindo aos seus clientes manter uma proximidade efetiva e constante. A digitalização deixou de ser uma opção para passar a ser um fator de competitividade. Podemos assistir a empresas com maturidade de digitalização e outras que ainda dependem de processos manuais e de aplicações dispersas. 

A maior resistência já não está propriamente na tecnologia, mas na mudança de hábitos e na reorganização dos processos internos. No entanto, quando as empresas percebem os ganhos de eficiência, controlo e qualidade da informação, essa resistência tende a desaparecer. 

Hoje fala-se muito de automação e integração de processos. Onde é que as empresas do setor ainda perdem mais tempo ou eficiência? 

A projeção de uma empresa, e o ramo de ourivesaria não é exceção, é conseguida pela adaptação da empresa permitindo a sua consistência e modernidade, equipando-se com equipamentos e processos que facilitem o desempenho dos seus trabalhadores. É muito gratificante entrar numa empresa, e falo do ramo de ourivesaria, e sentir que estamos a entrar num laboratório de alta precisão, onde tudo se articula de uma maneira harmoniosa. Tudo flui sem empecilhos, graças a uma integração de recursos, onde o desenvolvimento de novos projetos começa num monitor de computador e o protótipo está a sair numa “impressora” tal e qual o projeto assim o concebeu. Esta visão de modernização é bastante onerosa, tanto economicamente, como em recursos humanos, mas rapidamente se colhem os frutos da “poda” que a árvore sofreu. A integração documental, comunicação entre lojas e armazém é um desafio a ter em linha de conta, tornando a empresa mais ágil, reduzindo desperdícios e libertando tempo para atividades de mais valor, evitando a duplicação de tarefas e diminuindo o risco de erro.

Leia a entrevista completa na JoiaPro 105. 

2 de Outubro, 2026
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