Watches and Wonders: o tempo reinventado entre arte, técnica e emoção

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Entre 14 e 20 de abril, mais de 60 marcas reuniram-se para apresentar as suas mais recentes criações, confirmando o evento como a principal plataforma global da alta-relojoaria . Mas, mais do que números ou lançamentos, o que ficou evidente foi uma mudança de paradigma: o relógio já não é apenas instrumento — é narrativa, joia e expressão cultural.

Uma das tendências mais marcantes desta edição foi a crescente aproximação entre relojoaria e joalharia. Casas como Piaget, Cartier ou Van Cleef & Arpels apresentaram peças que ultrapassam a função de medir o tempo para se afirmarem como objetos de arte vestível. Relógios com diamantes cravejados, mecanismos ocultos e formas esculturais revelam um novo território criativo onde o luxo é sensorial e narrativo .

Se a estética ganhou protagonismo, a engenharia não ficou para trás. Complicações inéditas, como turbilhões duplos automáticos ou cronógrafos com novos sistemas mecânicos, demonstram que a inovação continua a ser o coração da indústria . Marcas históricas revisitaram ícones — como o Monaco da TAG Heuer ou o Oyster da Rolex — introduzindo melhorias técnicas sem perder identidade, num equilíbrio entre herança e modernidade.

A paleta cromática revelou-se ousada: verdes profundos, azuis celestes e tons borgonha dominaram mostradores e braceletes, enquanto o uso do platina ganhou terreno face ao ouro . Paralelamente, materiais como pedras ornamentais, titânio e combinações híbridas trouxeram textura e inovação visual às coleções.

Também os formatos evoluíram. Observou-se uma tendência para caixas mais compactas e elegantes, refletindo uma procura por sofisticação discreta. Ao mesmo tempo, os relógios desportivos com bracelete integrado consolidaram-se como protagonistas contemporâneos.

27 de Abril, 2026
Análise

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