Coleção “Ecos Reais” patente no Museu do Tesouro Real
Inspirada em peças descravadas do acervo permanente do Museu Tesouro Real, em particular a famosa tiara de D. Estefânia, a coleção parte da estrutura das joias originais. Em vez de reproduzir ornamentos, explora volumes, encaixes e composições e traz para primeiro plano a base destas peças, reinterpretada numa linguagem contemporânea.
“O meu percurso artístico iniciou‑se em 2005, na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, através da pintura em aguarela abstrata e da exploração da cor. Ao longo do tempo, expus em Portugal e em Espanha, aprofundando uma prática guiada pela experimentação. Essa busca levou‑me a criar os meus próprios materiais a partir de componentes biológicos e de resíduos plásticos, transformando desperdício em joalharia”, menciona Cristina Nuño.
Inspirada pelas medusas e pelos corais, a artista desenvolve “formas fluidas e coloridas que procuram converter uma ameaça ambiental numa homenagem sensível à vida marinha”.
A integração das técnicas tradicionais de joalharia nestes materiais deu origem “a peças inovadoras como o colar Nobre Renascer, inspirado em joias históricas do acervo do Museu do Tesouro Real e distinguido com o primeiro prémio do 1.º Concurso de Joalharia Ecos Reais (2025). A coleção Ecos Reais nasce dessa obra, unindo memória, transformação e sustentabilidade”, salienta Cristina Nuño.
3 de Junho, 2026
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