“A filigrana sempre me fascinou” 

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Inês Barbosa fala com imensa paixão sobre arte da filigrana e o sobre o negócio que gere. Foi ainda muito jovem que contactou com as joias e “com esta arte magnífica”.  Em 1993 nasce na Póvoa de Lanhoso a empresa Inês Barbosa, que une tradição e inovação. Para a responsável, o segredo do sucesso está na manualidade e na paixão com que se fazem as joias, honrando “as raízes, as tradições e respeitando os métodos transmitidos durante milénios de geração em geração”. 

Como surgiu o seu interesse pela arte da filigrana e o que a motivou a criar a sua própria empresa? 

O gosto pela arte, especialmente pela filigrana, é-me muito natural. Sou a quinta geração numa família de ourives, cresci a ver o meu pai e o meu avô trabalharem esta arte magnífica, e enche-me o coração ver as minhas filhas percorrerem o mesmo caminho. Estive sempre rodeada por ferramentas, metais preciosos e pelas mãos habilidosas que davam forma a joias únicas. A filigrana sempre me fascinou pela sua delicadeza, precisão e pelo valor cultural que carrega. Com o tempo, percebi que queria não só continuar esta tradição familiar, mas também dar-lhe o meu toque pessoal, o meu cunho. Isso foi o que me motivou a criar a minha própria empresa — um espaço onde posso honrar as raízes da filigrana tradicional, mas também inovar e partilhar esta arte com um público mais vasto, valorizando o que é feito à mão com alma e dedicação. 

Qual é o processo de formação dos artesãos na sua oficina? Quanto tempo leva para um aprendiz dominar as técnicas da filigrana? 

O processo de formação dos artesãos na nossa oficina é contínuo e adaptado ao ritmo de cada pessoa. Trabalhar com filigrana exige muita paciência, precisão e dedicação, por isso é natural que leve bastante tempo até um aprendiz dominar completamente as técnicas. No entanto, para quem tem um talento natural para as artes manuais, esse processo pode tornar-se mais intuitivo e fluido. A maioria dos meus colaboradores foram formados internamente. Começam por aprender os processos mais básicos, como o enrolamento do fio ou a montagem de estruturas simples e, à medida que ganham confiança e destreza, vão passando para técnicas mais complexas. É um percurso exigente, mas também muito gratificante, porque é essencial saber executar com perfeição os diferentes processos. Mas quando vemos o resultado final do nosso trabalho e dedicação dá-nos vontade de fazer mais e melhor. 

Descubra mais sobre esta história na edição 100 da revista JoiaPro.

11 de Julho, 2025
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