Investimento internacional dita tendências

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Segundo o estudo da SIGMA Team Consulting, para a PortoJoia, o mercado nacional está diretamente influenciado por investimentos suíços, franceses e alemães.

O aumento do nível de atividade de empresas existentes a produzir peças em regime de subcontratação tem a sua influência, tal como os processos de assemblagem de caixas de relógios e, ainda, os fenómenos recentes de empreendedorismo. Quanto às exportações, mais de metade destina-se à venda no mercado internacional, com particular destaque para a relojoaria que não só apresenta os melhores resultados deste estudo, como exibe o produto mais exportado: os “relógios de bolso de metais preciosos ou de metais folheados ou chapeados de metais preciosos, de corda automática (exceto com fundo de aço)”.

A ourivesaria e joalharia ainda mostram valores “jovens”, tendo em conta que em 2008 a sua veia exportadora não ultrapassava os 20 por cento. Enquanto a relojoaria exporta principalmente para mercados extracomunitários, as outras duas áreas ocupam-se das vendas comunitárias. Embora haja um pendor para a exportação, os valores em euros não são muito expressivos. Em 2013, não se foi além dos 150 milhões de euros, no qual 112 milhões correspondem à relojoaria e 37 milhões à ourivesaria e joalharia.

O principal obstáculo prende-se nas “desvantagens históricas/défices comerciais históricos”, mais em concreto na tipologia associada à joalharia e ourivesaria, com menor expressão na relojoaria. Significa que a taxa de cobertura das importações nas três especialidades é algo diminuta: em 2004, não ultrapassava os 20 por cento e, embora tenha ocorrido uma melhoria desde essa altura até ao ano de 2013, não conseguiu ir além dos 69 por cento. Países como França, Estados Unidos, Suíça, Angola e Itália valem metade das exportações portuguesas do setor, principalmente na Ásia e no Médio Oriente. O maior destaque recai para Hong Kong e Suíça.

Com efeito, a balança de negócios nacional apresentou valores positivos de exportações face às importações: de 2004 a 2013, as exportações viram um crescimento de 20 por cento, ao passo que as importações cifraram cinco por cento.

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28 de Abril, 2015
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