Elevar a filigrana a Património da Humanidade

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“Atualmente, a filigrana portuguesa é a mais fina e requintada que se faz em todo o mundo, e já o era antes das novas tecnologias de adelgaçamento do fio de metal. (…) Quando vou à televisão falar da ourivesaria portuguesa, não me dão mais de cinco minutos para divulgar, dando preferência a matérias que, na maioria das vezes, não têm qualquer interesse. Em Portugal, tenho feito bastantes palestras, com as mais variadas assistências e cada vez mais me convenço que o desconhecimento dos estrangeiros se estende aos portugueses, que na maioria das vezes ficam espantados com as nossas jóias. São os que nos visitam, que mais apreciam e divulgam esta nossa técnica. Constato também que dada a pouca publicidade que se faz à filigrana portuguesa, a maioria da juventude, não só não a aprecia, como também a acha menor e “parola”. (…) Se não acreditarmos na nossa cultura, na nossa história, nos nossos artistas, na nossa indústria, nunca nos poderemos reerguer e afirmar fora de Portugal. Infelizmente, para muita gente usar coisas portuguesas é ser retrógrado, o que é bom são as grandes marcas internacionais e de preferência com o nome bem visível. (…) Lanço aqui um apelo a todas as entidades públicas e privadas para que, em conjunto, se inicie o processo para elevar a filigrana a Património da Humanidade (…)”.

Na JóiaPro 44 pode ler o artigo de Manuel Freitas na íntegra

 

 

25 de Janeiro, 2012
Atualidade

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