“A maior riqueza da casa é o seu espólio” 

Imagem da notícia: “A maior riqueza da casa é o seu espólio” 

Por entre dezenas de gavetas e estantes, a Ourivesaria Rosas guarda meticulosamente pedaços de história nacional. São cerca de três mil livros e outros tantos desenhos e gessos que constroem o legado e a imagem de uma casa nascida nos idos da primeira metade do século XIX. Numa área em que o restauro representa 50% da sua atividade, conversamos com José Rosas, ele que desenha agora novos projetos, como a reedição de um livro sobre as laças portuguesas.  

Com os pés bem assentes no século XXI, até onde podemos viajar no tempo e no espaço desta casa? 

A casa começa ainda antes do seu registo oficial, com Manuel Vicente Moura, que vem trabalhar como aprendiz para um familiar na sua oficina do Porto. Depois de uma passagem pelo Brasil, volta com algum dinheiro e associa-se a Manuel Dias Couto, na altura o contraste da cidade. Posteriormente, ele próprio é nomeado contraste, cargo que exerceu até à extinção das contrastarias municipais. A sociedade é registada em 1851, e mudam-se da Rua de Santo António para a Rua dos Flores. É uma casa que Marcos da Silva, famoso arquiteto da época, ajuda a reconstruir, resultando numa ourivesaria diferente do que existia. Seguimos um caminho um bocadinho diferente da prática habitual, nunca tivemos oficinas, apenas um “conserteiro”, mas sempre recorremos a manufaturas que gosto de chamar ateliers que trabalham exclusivamente para nós e que procurávamos encontrar, quer no Porto, quer em Gondomar. 

Leia a entrevista completa na mais recente edição da JoiaPro.

24 de Março, 2025
Entrevistas

Notícias relacionadas

Balantek reforça presença com showroom e expansão de portefólio 

A empresa Balantek reabriu o seu showroom após obras de ampliação concluídas no final de 2024. O espaço modernizado, mais aberto e funcional, reflete a estratégia da marca de responder ao aumento da procura, diversificar a oferta e reforçar a presença no mercado da ourivesaria. 

Ler mais 27 de Outubro, 2025
Entrevistas

“We keep traditional goldsmithing techniques alive”

Álvaro Freitas, CEO of Ouronor, explains how the Portuguese brand has remained “alive” for more than three decades. He also notes that “these 35 years represent a legacy of trust — a journey that honours the past while never losing sight of the future.”

Ler mais 6 de Outubro, 2025
Entrevistas

“Mantemos vivas as técnicas tradicionais de ourivesaria”

Álvaro Freitas, CEO da Ouronor, explica como a marca portuguesa se mantém “viva” há mais de três décadas. O responsável refere ainda que “os 35 anos representam um legado de confiança, um percurso que honra o passado sem nunca deixar de olhar o futuro”.

Ler mais 6 de Outubro, 2025
Entrevistas