João Rothes em entrevista
João Rothes, novo secretário-geral da Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP), falou com a JoiaPro sobre o novo projeto que abraçou desde abril. Para além dos objetivos definidos, o secretário-geral abordou os desafios que encontrou, as experiências profissionais e o futuro do setor.
Quais são os principais objetivos que definiu e que pretende desenvolver como secretário-geral?
Enquanto secretário-geral acabo por seguir a linha orientadora da direção e temos diretrizes muito claras nesse sentido. Mas tenho alguns objetivos pessoais. Desde logo, estar o mais próximo possível dos associados. Quero que saibam que estou totalmente disponível para os auxiliar em tudo o que for necessário. Depois, ter uma associação sustentável. É importante estar atento aos gastos e aos fundos disponíveis. Apostar fortemente na comunicação. Ser dinâmico, proativo e comunicativo. Pretendo que os associados usufruam daquilo que é a associação, dos seus serviços e que reconheçam essa proximidade. Nós temos de ser a primeira voz do setor! Um dos objetivos primordiais é que os associados sintam orgulho na AORP e nos procurem.
Desde que assumiu o cargo que desafios já encontrou?
Já tive a oportunidade de estar em contacto com alguns associados desde que iniciei este projeto, de lhes transmitir a minha vontade de trabalhar de perto com eles, e posso dizer que me senti bastante acarinhado. Os desafios têm sido os normais, inerentes a qualquer novo trabalho. Muita informação, muita coisa a acontecer, algumas coisas que apanhei já em andamento, mas que têm decorrido com muita naturalidade. Posso dizer que o processo está a ser muito natural, todas as pessoas foram espetaculares comigo, desejaram-me sorte e, portanto, acho que tem corrido tudo bastante bem.
Pensando já a médio e longo prazo, quais são os projetos que ambiciona desenvolver?
Temos os projetos europeus, que acabam por ser uma fonte muito importante daquilo que é a associação, com a noção de que eles devem ser trabalhados com o maior rigor e com o maior detalhe possível. Em tempos passou-se a ideia de que os projetos europeus eram quase sempre a fundo perdido e não é bem assim que as coisas funcionam, por isso temos o propósito de desmistificar essa ideia. Queremos esclarecer todo o tipo de dúvidas dos associados nesse aspeto antes de eles começarem esses projetos e fundos europeus. Depois, temos alguns projetos em vista, mas não quero revelar muita coisa. A aposta em feiras, por exemplo. Há feiras onde temos que estar, obrigatoriamente, pois são o centro do mundo daquilo que é a ourivesaria, e nós queremos estar lá e ser uma voz ativa. Além disso, estar em contacto permanente com as outras associações. Isso é algo que traz grandes vantagens, especialmente num país como Portugal, que não é muito grande.
Leia a entrevista completa na edição 100 da JoiaPro.
25 de Agosto, 2025
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