Joias ecológicas que ajudam mulheres de São Tomé
Estrela Matilde tem 32 anos e vive na ilha do Príncipe desde os 26. A ideia de fazer um negócio de joias artesanais a partir de garrafas de vidro, ajudando a capacitar as mulheres de São Tomé, garantiu-lhe o primeiro lugar do Prémio Terre de Femmes.
Segundo o P3, foi depois do mestrado em Biologia da Conservação, em Évora, que Estrela Matilde decidiu partir para a ilha do Príncipe, em São Tomé, com 26 anos. Tudo começou com um “projecto de seis meses para fazer a certificação ambiental de um dos hotéis da ilha”. “Achei que seria uma oportunidade única de vida, [mas] cinco anos depois ainda cá estou”, conta, em entrevista telefónica ao P3. Agarrou a missão de “criar oportunidades de desenvolvimento económico e social que permitam a conservação da natureza e protecção das espécies”. E, pelo meio, “melhorar a qualidade de vida das pessoas”.
A ideia inicial era “pegar nos vidros e fazer areia para construção”, mas rapidamente perceberam que não seria um negócio rentável. “Era preciso muito vidro para fazer pouca areia”, conta a bióloga. Então, com a ajuda de Estrela, surge um novo plano. A partir de garrafas de vidro usadas, começaram a fazer joias artesanais e, com a recolha de resíduos orgânicos, iniciaram a produção de composto para a agricultura. “As 10 senhoras já recebem um ordenado certo todos os meses. E, portanto, a Cooperativa já está a dar rendimento a estas famílias”.
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20 de Março, 2018
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